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Apoio aos biocombustíveis

A Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) firmaram parceria a fim de discutir e incentivar o uso de biocombustíveis no Brasil. A parceria acontece em um momento crucial no qual o Brasil precisa atingir os objetivos do Acordo de Paris de até 2030 ter 23% da matriz energética constituída por fontes renováveis não hídricas e ainda de substituição de combustíveis fosseis.

A iniciativa partiu da CEBDS, que lidera um dos projetos mais eficazes e atuantes na América do Sul, o below50, uma colaboração global direcionada ao desenvolvimento do mercado brasileiro para um ambiente ideal aos combustíveis sustentáveis - aqueles que emitem menos de 50% se comparado às emissões de CO2 dos combustíveis tradicionais.

Nesse contexto, o biogás e o biometano se mostram como alternativas de combustíveis renováveis que podem ajudar o Brasil a se torna referência mundial em energias renováveis e biocombustíveis, além de proporcionar um novo desenvolvimento social e econômico para o Brasil.

Segundo os dados da ABiogás, o Brasil tem um potencial de gerar cerca de 52 bilhões metros cúbicos de biogás por ano, o que equivale a 115 mil gigawatts-hora (GWh) de energia elétrica com o aproveitamento dos rejeitos urbanos, da pecuária e agroindústria. Esse volume equivale à produção de quase uma Itaipu e meia e poderia abastecer 25% de toda energia elétrica consumida em 2016.

Soma-se que o biometano como biocombustível emite 85% menos gases de efeito estufa em relação ao diesel e poderia suprir 44% da demanda do país, com pegada negativa de carbono. Para o vice-presidente da ABiogás, Gabriel Kropsch, a parceria vai trazer ainda mais força e respaldo ao debate sobre a viabilidade de biocombustíveis no Brasil.

"Estamos muito felizes em ter como parceiros o CEBDS, uma das entidades mais sérias de desenvolvimento sustentável e comprometida com o desenvolvimento de biocombustíveis e em cumprir as metas de descarbonização da economia brasileira", diz Kropsch.

Na análise da presidente do CEBDS, Marina Grossi, a união das duas entidades reforça a importância para o desenvolvimento sustentável e cumprimento das metas para redução das emissões de gases de efeito estufa.

"A parceria com a ABiogás traz uma nova perspectiva ao below50 – hub América do Sul, que passa a considerar não apenas os biocombustíveis líquidos, tais como etanol e biodiesel, mas também o biogás e biometano. Precisamos considerar todas as alternativas para acelerar o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono".