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Gigantes da indústria vão reduzir conta de energia e emissão de gases

Até meados de 2018, nove das maiores indústrias do país - Baxter, Bemis, Cecil, Coca-Cola Femsa, Ficosa, L’Oréal, Plastifluor, Termomecanica e Thyssenkrupp -  terão concluído todas as etapas para certificação na norma ISO 50001, que estabelece processos para melhorar o desempenho energético de suas unidades no Brasil. O processo, iniciado em agosto de 2016, já tem quatro dessas gigantes – Baxter, Bemis, Coca-Cola Femsa e L’Oréal – certificadas.

O tema passou a integrar a agenda da alta liderança das empresas depois de uma iniciativa promovida pelo International Copper Association (ICA), no Brasil, representado pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), que patrocina o programa de certificação das empresas e conta ainda com o Senai para conduzir a implantação dos requisitos da norma e com a Eletrobras para auditar internamente as empresas para obtenção da ISO.

A oportunidade de aderir ao programa veio com a divulgação dos requisitos para candidatura das empresas, no ano passado. Segundo o diretor-executivo do Procobre, Glycon Garcia (foto), ao todo, foram 80 as indústrias inscritas, qualificadas de acordo com as certificações prévias existentes, a aderência à responsabilidade social e ambiental e ao compromisso de melhoria contínua. “Ao final do processo de certificação essas indústrias estarão aptas a adotar as melhores práticas de gestão de energia, com ganho de desempenho, redução de custos relacionados ao consumo de energia e mitigação de impactos ambientais, a exemplo da emissão de gases de efeito estufa”, diz Garcia.

Para muitas das empresas, a certificação também vai ao encontro de metas globais, que estabelecem o percentual de economia de ativos energéticos que as subsidiárias brasileiras precisam alcançar. Para a americana Bemis, maior fabricante mundial de embalagens, a redução prevista de 2010 a 2020 é de 10%, mesmo percentual de economia da Coca-Cola Femsa para o período de 2016 a 2020 e para a L’Orèal, de 2016 a 2018. Na Baxter, a meta de redução a ser alcançada no intervalo de 2015 a 2020 é de 15% em consumo de energia e 10% em emissão de gases.

Potencial de economia - O Brasil, apesar do reconhecimento por programas de incentivo à eficiência energética e de atuar com entusiasmo para aprimorar as ferramentas de gestão de energia no país, precisa ainda realizar um grande esforço para acompanhar outras nações. Para se ter uma ideia desse distanciamento, segundo a ISO Survey of Certifications - organização que, anualmente, quantifica o número de certificações ISO no mundo – em 2015, 11.985 empresas possuíam a ISO 50001. Naquele ano, o Brasil, 9ª economia do mundo no ranking do FMI (Fundo Monetário Internacional), contava com apenas 30 empresas certificadas.

Hoje, a segurança energética movimenta a agenda do setor produtivo em todo o mundo. A inquietação é genuína, haja vista a demanda crescente pelos insumos energéticos esbarrar no esgotamento das fontes não renováveis e a necessidade de as empresas adotarem novas estratégias para sustentar seu posicionamento e crescimento geográfico.

“Depois da mão de obra, a energia é um custo fixo alto para muitas empresas. Isso a qualifica como um fator estratégico para a operação das organizações. Por isso, seu planejamento, gestão e monitoramento devem ser percebidos e aplicados de forma permanente e continuada. Como um recurso vital, indispensável para o desenvolvimento, é necessária uma ampla conscientização sobre como utilizá-lo de forma mais racional, mobilizando os agentes econômicos na busca de soluções para o futuro”, constata Garcia, do Procobre.

No começo deste ano, estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) classificou o Brasil como o 6º com a energia (elétrica) mais cara do mundo. Em paralelo, a análise do ACEEE - sigla em inglês que nomeia o Conselho Americano para Economia Energeticamente Eficiente –, realizada em 2014, classificou a indústria brasileira e o Brasil campeões em desperdício de energia, após avaliar as 16 maiores economias do mundo.

O consumo eficiente, com gerenciamento sistemático dos insumos energéticos, sob a disciplina de regulamentações como a ISO 50001 teria, segundo estudo da universidade de Berkeley, na Califórnia, o potencial de reduzir 95EJ de energia o que equivaleria a uma redução de US$ 600 bilhões em gestão com energia e 6.500 mt de CO2, o mesmo que 215 milhões de veículos a menos nas ruas.

Com o programa e os primeiros resultados de sua implantação, o Procobre espera inspirar outras empresas para multiplicar a experiência da prática normalizada da gestão de energia como uma ferramenta de sucesso para a promoção da competitividade e do desenvolvimento sustentável.