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Plano Nacional de IoT tem 76 ações para o setor

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentaram no começo de outubro as diretrizes do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), que será concluído até o fim do ano. Um estudo encomendado pelo MCTIC e BNDES sugeriu a adoção de 76 ações em áreas como fomento à inovação e inserção internacional, infraestrutura e conectividade e regulação de segurança e privacidade de dados.

Segundo o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, o Brasil larga na frente por elaborar um plano de abrangência nacional para o setor. Na visão dele, o investimento em IoT será um marco para a economia brasileira, comparável ao processo de privatizações ocorrido na década de 1990.

“O futuro mostrará o quanto o Brasil teve lucidez e pro-atividade ao tratar de maneira estratégica o desenvolvimento dessa indústria no país. Tal qual o processo de privatização das telecomunicações, há quase 20 anos, que transformou nossa economia, a IoT tem o potencial de fazer o mesmo”, destacou Martinhão. “A IoT é uma oportunidade única para o nosso país, e o Brasil está preparado para capturar todo o seu valor. O estudo aponta que o benefício esperado para o país poderá chegar a US$ 200 bilhões por ano em 2025. Isso representa 10% do nosso PIB atual”, completou.

O estudo para a formulação do Plano Nacional de IoT foi solicitado por meio de uma parceria entre o MCTIC e o BNDES e produzido por um consórcio formado pela consultoria McKinsey Global Institute, o escritório Pereira Neto Macedo Advogados e a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). O projeto foi estruturado em três fases: levantamento do mercado de Internet das Coisas no mundo; definição dos setores prioritários da economia brasileira para receber investimentos necessários para o desenvolvimento de IoT; e formulação de ações voltadas para acelerar a implantação do mercado de IoT no país.

Todas as etapas foram acompanhadas e validadas pela Câmara de Internet das Coisas (IoT), instância do MCTIC que reúne especialistas da academia, dos centros de pesquisa, das associações da iniciativa privada e do poder público para debater as questões relacionadas à temática no país.

“Para chegarmos a esse estudo, desafiamos o consórcio vencedor a expressar uma visão de país no documento e que buscasse o desenvolvimento. Atingimos esse objetivo. A Internet das Coisas tem potencial para fazer a diferença para o país e impulsionar a economia brasileira nos próximos anos”, afirmou o diretor de Planejamento e Pesquisa do BNDES, Carlos Costa.

O estudo identificou quatro ambientes prioritários para o uso em larga escala da IoT no país: agronegócio, indústria, cidades e saúde.