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Rio Oil & Gas

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) reuniu especialistas do setor para apresentar a Rio Oil & Gas 2018 para os empresários de São Paulo.

Realizado na sede da Fiesp, o evento destacou o papel que o estado irá desempenhar nesse momento de retomada da indústria de petróleo, quando grande parte dos campos do pré-sal estão localizados em águas paulistas da Bacia de Santos.

“São Paulo já ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores produtores nacionais de petróleo, respondendo por 14% dos 2,73 milhões de barris/dia produzidos no ano passado. Nesse cenário, o estado tem maior potencial de crescimento com a transformação vivida pelo setor de óleo e gás brasileiro”, explicou Jorge Camargo, presidente do Comitê Organizador da Rio Oil & Gas, que ocorrerá em setembro. “O novo cenário, aliás, traz grandes oportunidades, e o parque industrial e o dinamismo da economia de São Paulo são positivos para a indústria”, complementou.

Com o avanço da exploração dos campos do pré-sal, a representatividade de São Paulo na atividade nacional tende a aumentar ainda mais – assim como as oportunidades para o estado. De acordo com Mauro Andrade, vice-presidente de Supply Chain da Statoil, os efeitos positivos virão não só pela base industrial que São Paulo já tem, mas também pela necessidade de bases de apoio marítimo e aéreo que chegará muito em breve.

“A Statoil, por exemplo, é operadora do campo de Carcará, localizado na Bacia de Santos, em águas paulistas. Nesse momento, estamos perfurando o primeiro poço exploratório desse que é o segundo maior ativo em produção da companhia. O campo tem reservas de aproximadamente 2 bilhões de barris recuperáveis”, disse Andrade. “De acordo com nosso cronograma, o início da produção está previsto para 2023/2024, o que significa um curto prazo no setor de petróleo, e obrigatoriamente fará com que a Statoil acesse o mercado fornecedor, possibilitando, inclusive, aumentar o percentual de conteúdo local no ativo”, finalizou.

Camargo lembrou ainda o momento de transformação vivido pela indústria de petróleo no Brasil a partir da transição energética e da abertura do mercado de refino. “Essa é, talvez, a maior transformação da história do setor, maior ainda do que a mudança ocorrida há 20 anos, com a abertura do mercado de exploração e produção”, afirmou.

São Paulo já vem demonstrando todo seu interesse em aproveitar as oportunidades trazidas por um momento como esse. “Sem o Repetro não existe indústria de petróleo no Brasil. E enquanto o Rio de Janeiro, maior produtor nacional de óleo, ainda está discutindo o tema na Câmara dos Deputados, São Paulo aderiu ao regime no dia seguinte à sanção nacional”, sentenciou Camargo.

A edição 2018 da Rio Oil & Gas é uma prova do apetite paulista pela indústria petrolífera: 35% dos expositores confirmados para o evento são de São Paulo. “Eventos como a Rio Oil & Gas são de extrema relevância, pois trazem a indústria junta para as discussões mais importantes”, disse Dirceu Abrahão, subsecretário de Petróleo e Gás do estado de São Paulo.