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Projeto de sustentabilidade

A CAS Tecnologia – empresa especializada no desenvolvimento de soluções de redes inteligentes e de tecnologia da informação – estabeleceu uma parceria com o Instituto de Atenção às Cidades (IAC), da Universidade Federal do Tocantins, no projeto denominado Gestão de Alto Nível, que pretende tornar a bacia do Rio Formoso sustentável para a produção agrícola irrigada local.

O objetivo do projeto é reestabelecer a segurança hídrica da bacia, reduzir as incertezas associadas ao volume de água existente e mediar a quantidade ideal a ser captada pelos produtores rurais sem prejudicar sua capacidade.

Atualmente, cerca de 40 produtores instalados no entorno da bacia captam água para seus projetos de irrigação por meio de bombas hidráulicas. O projeto consiste em um aparelho conectado a cada uma dessas bombas (formado por medidor de vazão ultrassônico e por um painel solar) que monitora, em tempo real, a quantidade de água retirada. A CAS Tecnologia fornece a tecnologia que faz a coleta e a entrega dos dados para a Universidade Federal do Tocantins.

“Em campo foram instalados, em cada bomba, os equipamentos da estação de medição, composta por uma microusina solar, o medidor ultrassônico de vazão e o transmissor de dados da CAS Tecnologia, que recebe a leitura de corrente elétrica e envia essa informação a cada 15 minutos via rede de telefonia GPRS ou 3G. Os dados seguem para o servidor de comunicação Hemera Iris, da CAS Tecnologia, na nuvem, que então são acessados pela Universidade Federal do Tocantins, onde são armazenados pela aplicação GAN, que decodifica o sinal e o transforma em um valor de vazão, em litros por segundo. Assim, pesquisadores ficam de olho nos índices que indicam se a água do rio está sendo captada corretamente ou não”, explica Pablo Santana, arquiteto de soluções da CAS Tecnologia.

Ao todo, são 98 bombas hidráulicas pertencentes aos produtores rurais que captam água para seus projetos de irrigação. Destas, 77 já possuem o aparelho de medição instalados. Com o transmissor da CAS Tecnologia, são 63 bombas hidráulicas. Em média, os produtores rurais retiram 1500 L/s dos rios e chegam a operar 24h/dia. A título de comparação, a principal estação elevatória, responsável por abastecer cerca de 70% da capital do Tocantins, Palmas, retira 800 L/s do curso d’água.

“Os volumes captados por cada bomba são muito altos, em média 1.500 litros por segundo, e com esse número expressivo de bombas o grande risco é interromper o fluxo da água na calha do rio, comprometendo assim os demais usos da água, assim como a fauna e a flora associada ao manancial”, explica Felipe de Azevedo Marques, presidente do IAC/UFT e coordenador geral do Projeto Gestão de Alto Nível. A bacia hidrográfica do Rio Formoso é a primeira e única do Brasil a ter sua vazão monitorada 24 horas por dia.